Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010

Natal

"Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome."
(Isaías 7:14)

"Foram, pois, a toda a pressa, e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura."
(Lucas 2:16)

A Bíblia é clara na apresentação de Jesus, o Messias prometido desde o início (Génesis 3:15): Ele é DEUS CONNOSCO. É a presença divina entre os homens; é a expressão material de um ser espiritual (João 1:14); é o supremo Deus que se desprendeu da sua forma divina e assumiu a forma de um homem (Filipenses 2:7); é a luz e a glória de Deus reveladas aos homens (Colossenses 1:15).

De que forma é que um bebé, filho de humildes peregrinos que rumaram a uma pequena cidade da Palestina do século I, acabado de nascer num estábulo, envolto em panos e deitado no comedouro de animais, pode nos dar a conhecer a glória de Deus?

A glória de Deus reside em valores eternos, não em vaidosas demonstrações de beleza temporal. O nosso Deus aprecia a humildade, o amor, a justiça, o perdão, a verdade e a generosidade. Esses são os SEUS atributos revelados naquela noite em Belém: noite feliz em que a humanidade teve o privilégio de receber o Salvador nascido; noite tranquila porque, desapercebida, permaneceu silenciosa perante tão grandioso evento.

Os anjos anunciaram: Jesus nasceu! E humildes pastores glorificaram a Deus por tudo o que tinham "ouvido e visto" (Lucas 2:20). Como eles, estejamos prontos para, humildemente, reconhecer e glorificar o SENHOR, pois habitou entre nós, cumprindo vitoriosamente o desígnio prometido. 

Quinta-feira, 9 de Setembro de 2010

Aleluia! Ao Senhor da Terra e Céu!

A nossa malta na Assembléia da Associação Baptista Açoriana. Que bênção o Senhor nos tem permitido viver!

Homens E Mulheres Invisíveis

Vou partilhar algo que tem ocupado recentemente a minha mente.


Que características deve ter o líder do ministério de adoração?

Em primeiro lugar, diria que o líder desta área de ministério deve ter uma vida de consagração e entrega a Deus. Ele busca o Senhor acima de tudo e toda a sua vida – as suas decisões, as suas prioridades e os seus relacionamentos, demonstram precisamente isso: obediência à Palavra (Salmo 119: 1-3).
Desta forma, não resta espaço para duplicidade. A autenticidade e a congruência são qualidades fundamentais, pois, não sendo perfeita, a sua vida é uma obra que o Mestre transforma e aperfeiçoa a cada dia, em submissão à Sua perfeita vontade. A forma genuína com que se apresenta, a profundidade da sua palavra e do seu exemplo, sem recurso a frases feitas ou qualquer registo de exaltação pessoal, é perceptível pela Igreja que confirma, assim, o seu ministério.
Daí surge um outro traço que deve marcar o líder e toda a equipa: eles são, primordialmente, servos. (É isso mesmo que “ministro” significa: servo.) O servo limpa o chão depois do almoço de convívio e visita o idoso da sua igreja com a mesma intencionalidade e dedicação com que canta no domingo de manhã porque fá-lo para o seu Senhor.

Em segundo lugar, daria importância aos dons.
Atenção à diferença entre dom e talento. Infelizmente, é frequente fazer-se confusão entre um e outro. Por exemplo, muitas vezes, nas nossas igrejas, ouvimos falar no “dom da música”. Sim, o bom ouvido, a capacidade de tocar e dominar um instrumento musical, de se expressar artisticamente através da composição e interpretação de música são dádivas do Pai (Tiago 1:17). Mas não é um dom do Espírito Santo de acordo com o ensinamento bíblico acerca dos dons (Romanos 12:6-8; 1 Coríntios 12:4-11; Efésios 4:11-13).
O talento é uma habilidade natural que pode ser desenvolvida e trabalhada, mas que, normalmente, nasce connosco. O dom é uma capacitação especial dada por Deus aos seus filhos, com o propósito de glorificar o Seu Nome e edificar o Seu corpo – a igreja. O líder, como bom servo (Mateus 25:14-30), aplica com fidelidade o dom ou os dons que Deus lhe deu. O ensino, a exortação, a sabedoria, a profecia, o discernimento, ou mesmo o evangelismo, têm um grande potencial neste ministério.
Temos que admitir que o talento é fundamental. Ter aptidão musical, bom controlo e afinação vocal, boa noção de ritmo, etc., é determinante na liderança da equipa e na condução do louvor congregacional. Contudo, fossem estas as condições e bem poderíamos convidar o Elton John para este ministério na nossa igreja!
Na verdade, se a adoração é muito mais que música, também o ministro é muito mais que apenas um bom músico…

Finalmente, em terceiro lugar, e se pudesse resumir numa palavra as principais características do líder do ministério de adoração seria: INVISIBILIDADE. Passo a explicar. Quando a nossa vida está submissa à soberania de Deus; quando o Espírito Santo nos reveste e capacita para a Sua obra; quando abandonamos toda a pretensão (carnal) de realização pessoal e nos disponibilizamos para ser servos (Mateus 16:24); quando dizemos, como João Baptista, é necessário que ele cresça e que eu diminua (João 3:30)... nós desaparecemos: não somos o centro de nada e Deus é o centro de tudo.

São obedientes à Palavra de Deus; estão sensíveis à necessidade visceral que o povo tem dessa Palavra; foram avassalados pela imensidão de Deus e estão conscientes da sua condição diante dele; são eles próprios movidos a adorar; contagiam a igreja, levando-a a focalizar a sua atenção no único Deus do Universo, amando o Senhor de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento, e com todas as suas forças… (Marcos 12:30). São os homens e as mulheres invisíveis.

Domingo, 16 de Maio de 2010

Santo, Santo, Santo

Hoje o culto centrou-se no tema da Santidade de Deus.
E começámos por definir Santidade: "o atributo de Deus (Pai, Filho e Espírito Santo) pelo qual ELE é puro e perfeito, separado e acima do que, por oposição, é mau e imperfeito."
Explicado este conceito, lemos o texto no diapositivo abaixo(Êxodo 15:11, 13).















Desta leitura, salientámos os dois momentos na vida do cristão: a salvação, simbolicamente representada neste texto pela libertação da escravidão no Egipto e a santificação, ou seja, o nosso crescimento e aperfeiçoamento à medida da imagem do Deus Santo!
Procurámos enfatizar estas duas vertentes ao longo de toda a celebração: encorajando a congregação no louvor a Deus pela SUA santidade, buscando-a, também, em sua própria vida.

Eis como desenvolvemos o tema, alternando leitura bíblica e explicação da mesma com oração e música.

Cantámos "Tu és Santo (Príncipe da Paz)" de Michael W. Smith. Este cântico tem sonoridade e ritmo excelentes para criar o ambiente desejado no início do culto: fala da nossa intenção de louvar o nosso Deus e é extremamente rico na descrição de atributos e nomes de Deus... Para além disso tem aqueles ecos e contracantos com os quais podemos "brincar"!
Hoje chamámos as crianças para fazer a chamada enquanto a igreja respondia. Foi delicioso :)

De seguida apresentámos o seguinte texto bíblico (Apocalipse 4:8).















Feita a explicação deste texto e da forma como nós próprios poderíamos gastar toda a nossa vida a proclamar com palavras a Santidade de Deus sem esgotá-la!, cantámos, sem pressa, um clássico: o hino "Santo! Santo! Santo!" (Número 2 do Hinário para o Culto Cristão).

Lemos mais um texto, desta vez 1 Samuel 2:2.

E, a seguir, cantámos um cântico já com uns bons anos, "Digno és de glória", de autoria desconhecida (América do Sul?):
"Digno és de glória e louvores;
Levantamos nossas mãos,
Te adoramos, ó Senhor.

Grande és tu!
Maravilhas fazes tu!
Não há outro igual a ti,
Não há outro igual a ti!"
Demos-lhe um groovezito e, com melodia e letra simples , ficou salientado o essencial: não há outro comparável ao nosso Deus! 

Tempo para avançar. De Deus para nós. Ao olhar para quem ELE É, contemplando a nossa própria natureza e confrontando-nos com a SUA Palavra (Hebreus 12:14)...

Explicámos claramente este conceito. Deus é perfeito. Se não o fosse, não seria Deus. Por isso, para podermos estar em sua presença, é essencial a nossa santificação e esta começa no momento em que nos arrependemos dos nossos pecados e decidimos dizer-lhe "perdoa-me". Foi o momento ideal para cantarmos "Purifica-me" ("Purify my heart" de Brian Doersken). Aproveitámos para explicar a diferença entre o conceito bíblico de santo e aquele a que estamos habituados na tradição católica romana...
E cantámos com propriedade o refrão, quando diz
"Eu quero ser santo, separado para ti;
Escolho ser santo, separado para ti,
Meu Mestre, pronto a obedecer."

Lembrando o que acabáramos de ler, tempo para voltar à Bíblia. Desta vez para um texto que não deixa margem de manobra (1 Pedro 1:15,16): 

Quando chegámos a esta fase da celebração, já toda a congregação expressava pela sua linguagem - verbal e não verbal - a sua própria contrição diante da santidade divina. Mesmo os nossos visitantes pareciam acompanhar bem. Por isso, foi o momento certo para explicar a orientação divina de que temos de ser santos. Este texto não deixou espaço para negociação, nem quaisquer cedências. Explicámos que a nossa relação com Deus não é uma relação de igual para igual. E não vale a pena medir forças... Se há alguém que tem de mudar, somos nós. À SUA imagem e semelhança.
Cantámos, então, "Dá-me um coração igual ao teu" (Ana Paula Valadão).

Finalmente, os últimos textos (2 Coríntios 7:1; Isaías 49:5).

Para terminar, resumimos os dois conceitos trabalhados ao longo da celebração e quisémos acabar como começámos, ou seja, a declarar a santidade de Deus, através do cântico "Deus do Universo" (God of Wonders, Third Day).

Na verdade a celebração estava a acabar e toda a igreja parecia ter vontade de continuar a cantar.
Assim, como "poslúdio", já o pastor Rúben estava à porta para os cumprimentos, voltámos ao início e cantámos o primeiro cântico, no qual todos acabaram por participar !

 É nosso desejo que este exemplo vos ajude com idéias para o vosso ministério.

Domingo, 7 de Março de 2010

Retrato de nós...

Já tínhamos saudades do Fernando na bateria e da doçura da voz da Ana Eloísa! É bom ter-vos de volta!
Na ausência do Rodrigo, o Miguel Barcelos ajudou-nos na guitarra. Obrigada Miguel!
O Marco continua a aperfeiçoar-se no baixo e hoje até fez a intro do coro das crianças!
À Joana, parabéns pelos teus 18 anos celebrados em louvor ao Senhor!

Louvo ao nosso DEUS pela vossa fidelidade :)

Terça-feira, 2 de Março de 2010

Forma Ou Conteúdo?

Somos uma igreja pequenina, numa cidade pequenina, numa região ultra-periférica.
Facilmente igrejas como a nossa sofrem de graves problemas de auto-estima, o que parece ganhar uma dimensão ainda mais significativa quando se trata do ministério de adoração.
Ora vejamos.
O marketing eclesiástico actual não vende a nossa imagem.
Quando nos reunimos todos, somos quase cinquenta pessoas. Este número deixa-nos particularmente felizes. Contudo, o quadro final nada tem a ver com as multidões dos concertos dos Hillsong, nem com as mega igrejas que fazem quatro cultos por domingo.
E, depois, os nossos cinquenta não pertencem a qualquer grupo alvo específico... ele há desde bebés de colo até idosos; algumas pesssoas com bastantes rugas e mãos calejadas; outras em quem a frescura da juventude disfarça as marcas do sofrimento; todas humildes e trabalhadoras. Mais uma vez, uma imagem distante dos ares de sucesso dos panfletos que procuram promover uma imagem impecável do povo de Deus.
Nestas "igrejas de capa de revista" os grupos de louvor têm um desempenho de nível profissional que pode constranger o solitário aprendiz de guitarra que, com muita dificuldade, acompanha os cânticos na sua igreja.


Como equilibrar as nossas expectativas com a realidade da igreja local?


Vou partilhar alguns dos princípios que me têm ajudado ao longo de vários anos no ministério de adoração e louvor.
1. Lembra-te do que é adoração. E também do que não é. Importa recordares que não é a música que dá o sentimento, não é a expressão que determina a atitude, não é a forma que dita o conteúdo. Pelo contrário: o sentimento deve determinar a arte, a atitude de coração é que se traduz numa expressão visível, o conteúdo materializa-se na forma. Guarda isto: adoração não acontece aos domingos de manhã. Adoração acontece continuamente na vida dos santos. Trata-se da atitude constante de oração que Paulo menciona em 1 Tessalonicenses 5:17: "Orai sem cessar"
2. É por isso que adoração não é "fluir"...; não é um fervilhar de emoções; nem é um exercício de meditação para nos ligar à divindade; também não é a prática de um conjunto de rituais litúrgicos. A adoração cristã envolve as emoções, a concentração e é expressa de formas visíveis, mas não se resume a nenhuma delas. Detém-te em Romanos 12:1, 2 e aprofunda o significado da expressão "culto racional", entendendo, mais uma vez, que é o interior - a transformação da nossa vida em obediência à Palvara de Deus - que determina a expressão exterior de adoração, e não o contrário.
3. Ao percebermos que a nossa adoração depende mais do que está dentro de nós do que daquilo que se passa "cá fora", estamos em plena sintonia com a instução de Jesus registada por João (4:24): o Pai procura aqueles que O adoram "em espírito e em verdade". Em espírito porque é uma atitude interior de coração, que não depende de aspectos materiais, e em verdade porque tem que ser autêntica, ou seja, em consonância com toda a nossa vida.
4. Se guardares estes pressupostos como orientadores da tua conduta, tudo o mais ganha a perspectiva correcta. Por exemplo,
  • A música como arte, forma de expressão, depende de aspectos sócio-culturais, é forma; a entrega de vida e a obediência a Deus é conteúdo.
  • O número de pessoas na congregação é forma; a atitude de buscar Deus acima de todas as coisas, na intenção e no desejo de elogiar, de agradecer e de louvar, é conteúdo.
  • A banda ou o grupo de louvor é forma; a santidade de vida de cada um dos seus membros é conteúdo.
Ouvi esta frase há muito tempo e gostaria de aplicá-la neste contexto:
"Nunca guardes no coração o que podes guardar na tua mão".

Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

Talentos Multiplicados

No domingo a equipa de louvor viveu momentos muito especiais: duas grandes estreias e uma reposição!
» Estreámos a guitarra do Rodrigo (foto ao lado). Excelente aquisição. Parabéns!
» O Marco tocou bateria pela primeira vez! Grande show de ritmo. Foste uma bênção.
» O Paulo tocou baixo. Tínhamos saudades! Sabemos que o baixo que tínhamos disponível não fazia jus ao teu talento, mas louvamos a Deus pela tua disponibilidade para o SEU serviço!


"Porque a todo o que tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância..."  (Mateus 25:29)

Que o SENHOR multiplique os vossos dons na medida em que os têm colocado a render na SUA obra!


No próximo domingo, o desafio que se colocará à equipa será manter o ânimo, mesmo com um número mais reduzido dos seus membros.
É nestes momentos que dependemos do discernimento do Espírito Santo: o foco está em Deus; jamais em nós, nos nossos recursos ou nas nossas capacidade.
[Este será assunto para outra reflexão!]

Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

A Nossa Casa

"...para que saibas como convém andar na casa do Senhor, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade" 1 Timóteo 3:15

Verdadeiramente, sentimo-nos em casa quando nos reunimos para celebrar o nosso Pai Celestial!

As imagens usadas na Bíblia para descrever a igreja são abundantes. A igreja é comparada à família, a um edifício, a um corpo, a uma noiva, a um rebanho e a uma videira. De todas estas ilustrações podemos tirar ensinamentos profundos. Neste caso é chamada de casa.
Se a nossa casa é, por excelência, um espaço de protecção, intimidade e pertença, a igreja é o seu equivalente quando se trata da vida espiritual. 
Encontramos protecção, na medida em que nos amparamos uns pelos outros no amor de Deus; também somos ligados por um sentido de pertença ímpar, sendo que a marca que nos distingue é tão profunda quanto as feridas inflingidas a Cristo na cruz; daí que a unidade entre os irmãos não seja resultado de um esforço colectivo, nem possa jamais ser fabricada: é resultado do novo nascimento de cada pessoa em Jesus.

A par de uma vivência de igreja que ultrapasse os limites do tempo e do espaço {igeja é igreja, 24 horas por dia, 7 dias por semana, na vida de cada um dos seus membros, no seu relacionamento com Deus e no seu exercício dos dons e dos ministérios dados pelo Espírito Santo}, é essencial o encontro dos irmãos.
Não nos deixemos tentar pelo facilitismo hoje potenciado pela abundância de recursos virtuais - igrejas on-line, cultos em directo das maiores congregações do mundo, pregações poderosas no youtube e louvorzões em mp3!

A igreja é a casa do Deus vivo!
É o lugar da SUA intimidade! O lugar dos SEUS filhos... O lugar onde nascem os bebés na fé, onde se realiza o seu baptismo e se assiste ao seu crescimento, por vezes doloroso; por isso, é o lugar onde se amparam as primeiras caminhadas e se tratam as primeiras feridas; onde se preparam os vôos de fé de irmãos já fortalecidos; onde se cuidam os cansados; onde se corrige, exorta, motiva e conforta; também é o lugar onde nos despedimos daqueles que partem antes de nós para a Eternidade... É nesta verdadeira família que se registam e guardam os momentos mais significativos no álbum da nossa memória espiritual.

A nossa igreja é a nossa casa porque é a casa do nosso Deus.
Louvemos a Deus pela nossa família espiritual, aprendendo a andar nela: reconhecendo o seu valor para a nossa vida, servindo com os dons com que o Senhor nos equipou e usufruindo as bênçãos que certamente daí virão!

"Levantai as mãos, deixem brilhar!
Sendo o seu povo, proclamai
A glória do Senhor, sua graça, seu amor,
Que veio sobre vós.
(...)
LOUVAI, LOUVAI, LOUVAI!
Levantai e celebrai-o!
LOUVAI, LOUVAI, LOUVAI!
Com vossas vidas glorificai!"

Sábado, 16 de Janeiro de 2010

Sem AMOR...

É com expectativa que aguardamos o próximo culto em conjunto com os nossos irmãos da Azorean Baptist Church.
Sempre que nos juntamos para celebrar alguém acaba por expressar este pensamento: "Estamos a experimentar um pouco do céu." (É claro que o pastor Rúben logo dirá: "A diferença é que no céu todos falaremos português"!)
Não é incomum a congregação reunir portugueses, africanses, americanos do norte, brasileiros, mexicanos, coreanos, japoneses, ingleses, alemães e escoceses que, juntos, celebram "Aquele que é tudo em todos" (Colossenses 3:11).
É interessante queo apóstolo Paulo tenha feito esta afirmação precisamente quando falava das diferenças que podiam prejudicar o relacionamneto entre os crentes, fossem estas de nacionalidade, origem religiosa ou estatuto social. Então, ele lembrou os nossos irmãos, para quem escrevia, de que eles já não eram a mesma pessoa. Agora tinham nascido de novo em Jesus e era o SEU exemplo que deviam seguir.

O que é que isto significa?
Que o comportamento entre os discípulos de Jesus deve pautar-se de características como a paciência, a humildade, a bondade, a mansidão e o perdão.
O mesmo perdão com que o Mestre nos perdoou. E...
"... sobre tudo isto, revestí-vos do amor, que é o vínculo da perfeição" (Colessenses 3:14).
Sem O Amor; sem exercitar o carácter do Mestre; sem viver aquelas características que demonstram a QUEM pertencemos; sem isso, os nossos cânticos são como metal - sem vida - a emitir um som vazio (1 Coríntios 13).
De que me serve, então; ou melhor, de que serve a Deus, o meu entoar de palavras ao som de uma linda melodia, ou uma longa e poética oração, se, a minha vida não está revestida do vínculo da perfeição?
Que assim o Espírito Santo nos ensine e prepare os nossos corações para adorá-lo com toda a igreja amanhã.
Que Deus abençoe a SUA igreja, o SEU povo.

Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

De Volta Ao Básico

No Domingo, como quase sempre, começámos a celebração com as crianças a dirigirem o louvor.
Antes de começar, porém, ensaiámos um pouco com a congregação a expressão "shubidu-bap-bap-ya", uma vez que fazia parte do acompanhamento musical de um dos cânticos.

O momento "Vitória Kids" é marca registada da nossa igreja desde 2004, sensivelmente.
É conhecido entre nós como a fisioterapia dominical.
E há coisa melhor que ver a congregação expressar de maneira tão alegre verdades muito, mas mesmo muito, sérias?
"Assim Deus nos amou"... e abrimos os braços para o infinito;
"Com a minha barriga eu iria louvar"... e esfregamos as nossas barriguinhas (mais ou menos proeminentes);
"Mesmo que pareça chique"... e um ar muito vaidoso toma conta de todos;
"Me conduz à vitória"... as mãos formam um "V";
"Fabuloso, incrível, espantoso, excepcional"... e saltamos de alegria por aquilo que Jesus significa para nós.


Deixarmo-nos contagiar pela singeleza das crianças, para além de ser um excelente quebra gelo, recorda-nos a necessidade de nos desprendermos de cerimónias e artificialismos, regressando à simplicidade desta equação: eu perante Deus.

"Pela boca dos meninos e das criancinhas de peito tiraste o perfeito louvor" (Mateus 21:16).
A minha fotografia
Praia da Vitória, Azores, Portugal
Para a glória de Deus e edificação mútua.